fbpx Skip to main content

No surgimento da IA, tivemos um surto de receios e até medos de uma mudança estrutural na sociedade que visava à potencial perda do nosso propósito como profissionais e, inclusive, como seres humanos.

O mestre do Reiki, Mikao Usui, fala que trabalhar é uma ferramenta de evolução interior. É uma forma de servir ao próximo e ser útil na sociedade. Cogitar a possibilidade de perder a nossa utilidade como seres humanos, de ficar redundantes perante nossa existência, tem gerado todo tipo de angústia interna nas pessoas.

Trabalhamos para adquirir bens, para liderar, para ir em direção ao que entendemos que irá nos deixar felizes, certo?

Porém, a essência da noção da nossa função, ou mesmo da serventia diante dos outros, é uma certa garantia de que servimos para algo, que somos, e que existimos.

Na era da IA, assim como em qualquer mudança repentina (Covid, enchentes no RS etc.), fomentou-se o surgimento de todo tipo de especialistas sobre o assunto em questão. Cursos, artigos, opiniões, mudanças estratégicas na gestão e direcionamento das empresas, seja com sua utilização ou com a venda dos serviços.

O medo inicial paralisa a maioria, com aversão ao risco, seguido da eclosão sistemática e acelerada de exímios, aparentemente corajosos, em encarar mudanças.

Como, de fato, podemos nos adaptar aos novos cenários? Quem realmente entende sobre IA, sobre o que precisamos, sobre como nos adequar, sobre como controlar a ansiedade imensa que invade nossa mente e a necessidade de escolha perante a velocidade das transmutações que mal conseguimos compreender?

Na era do excesso de informação, diferente do que imaginávamos que seria uma era de compreensão e liberdade, caímos num buraco de desinformação, misturado com a falta de calma mental para fazer qualquer tipo de escolha correta na nossa vida pessoal e profissional.

Qual é o caminho, a escolha, o especialista em quem devemos acreditar ou que devemos seguir?

A resposta está muito mais perto do que imaginamos: nós mesmos.

Aquela pausa que tanto sugiro aos leitores, aquela calma mental pretérita à nova e fundamental habilidade do século 21: a capacidade de adaptação.

Observe que, diante de qualquer mudança inesperada, o surgimento de especialistas e a escolha de quem seguir sempre seguem um padrão: aquele que melhor utiliza o marketing e as vendas nas plataformas digitais que consomem nosso tempo. Faça uma pausa, conecte-se com a natureza, afaste-se das redes sociais por uns dias, seja grata(o), respire, ria durante uns dias. Sua visão do real e do fictício tende a mudar, sua ansiedade tende a diminuir, e os especialistas de tudo tendem a saber aquilo que você já sabe.

Um comentário

  • cristian disse:

    Pois então… escolhi agora ler tua reflexão, muito mais conectada que o vazio cheio das redes sociais.

Deixar um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Cris Ljungmann

Minha missão é aprimoramento e performance profissional, para levar ao máximo o equilíbrio da vida com o trabalho. Especialista em trabalho Remoto e Híbrido, com mais de 20 anos de experiência em treinamentos e gestão. Abordagem com ênfase na mudança e aprimoramento de mindset, metodologias ágeis, utilizando tecnologias de ponta, sem descuidar a inteligência emocional, a comunicação e com forte influência nas áreas sociais e culturais. Antropóloga pela Universidade de Buenos Aires (UBA), Coach Executivo e Pessoal pela Sociedade Brasileira de Coaching (SBC) e professora da Universidade de Cambridge. Sócia da Dynamic Mindset, fundadora da Viver para Ser, diretora executiva do Agile Institute Brasil. Cris fornece serviços de consultoria, Coaching & Mentoring, e treinamentos de liderança e performance com profissionais e empresas que estejam na procura de mudança contínua e exponencial. Praticante de esporte aventura, amante da natureza, fotógrafa e escritora.