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Início esse artigo convocando a uma reflexão “fora da caixa”, fora da “bolha” do algoritmo ao qual tentam nos induzir os programas gestores das principais redes sociais. O documentário “O Dilema das Redes” deixou isso muito claro, tão claro que poderia se chamar “A Bolha das Redes”. Dentro da bolha, só acessamos o que está pré-programado para nos interessar, para nos conectar, ignorando nosso livre arbítrio e nossa capacidade intelectual e cognitiva de fazermos o próprio filtro. Mesmo sendo usuária assídua das redes sociais, me nego a ser reduzida a um rascunho mal-acabado de programação digital estrategicamente planejada para me manipular. E o que fazer para fugir do algoritmo? Conectarmos com comunidades diversas, ainda que dentro do ambiente virtual das plataformas e redes sociais. Tentar enganar o algoritmo, pensar, produzir e divulgar as próprias ideias sujeitas às críticas, argumentações contrárias, réplicas e tréplicas.

Feitas as considerações iniciais, vamos ao título proposto: SINGULARIDADE!

Eu sempre tento fugir das caixinhas que insistem em me colocar, eu simplesmente transbordo desses espaços. Não sou indisciplinada, mas me considero suficientemente autêntica para resistir a qualquer tentativa de padronização. Por acreditar que somos únicas, me sinto exclusiva em minha singularidade. Sei que em todo o universo não existe outro ser igual a mim e a você. O despertar dessa consciência singular deve nos mover a descobertas preciosas sobre nós mesmos.

Quais os meus talentos? O que eu gosto de fazer?

No que eu sou realmente bom e que ninguém faz melhor do que eu?

Quem está disposto a pagar pelas minhas habilidades?

Segundo o Headhunter Roberto Wong no livro “O Sucesso Está no Equilíbrio”, a resposta à essas três perguntas são essencial para se diferenciar num mercado altamente competitivo, além de proporcionar um exercício de autoconhecimento.

Nossa jornada é única. Dentro das mesmas profissões, cada um traça seu próprio caminho; dentro de famílias com os mesmos pais, filhos seguem rumos distintos.

Há quase um mês partiu a Elza Soares. Quanto talento! Quanto atrevimento! Ela transbordou da caixinha. E como ousaram querer ajeitá-la, moldá-la para caber, mas não coube.

E que sorte a nossa ela não ter cabido. Hoje temos a história, a jornada dela para nos inspirar e a música para nos deliciar.

Depois que Elza ficou famosa, parecia fácil e comum fazer o que ela fazia: cantar. Mas ela não só cantou. Elza cantou lindo, cantou diferente, uma voz única, capaz de ser distinguida entre tantas outras. Uma voz carregada de dor, de personalidade, de protesto, de uma tal força que era impossível alguém ficar indiferente àquela interpretação.

Apesar dos rótulos, das críticas, das fofocas, ela deu o rumo que quis à sua vida. Seguiu em frente. Viveu a vida que conseguiu e que quis viver. Amou o homem que escolheu. Cantou as músicas que faziam sentido cantar.

Foi Ela!

Foi Elza!

Virou livro, virou filme, virou enredo de escola de samba! Sambou na cara da sociedade!

Mais singular do que nunca, escolheu o dia de partir, para provar a quem um dia duvidou da sua paixão pelo ídolo das pernas tortas, Garrincha, que o AMOR tem lá seus caprichos.

Uma história única, atemporal de uma mulher a frente do seu tempo. Tanto poderia ter sido contada por Shakespeare, como ser lançada numa série de 5 temporadas da Netflix.

Uma história que tinha tudo para dar errado, mas deu certo. Porque Certo e Errado são conceitos relativos, dependem da ótica de quem julga.

Deu errado uma mulher que viveu até 91 anos, trabalhando até o último dia de vida e que faleceu no mesmo dia do seu grande amor? Cuja morte foi o assunto mais citado na imprensa nacional e internacional do dia?

Deu certo uma mulher que passou fome, perdeu dois filhos, casou-se com um ídolo alcoólatra, bígamo, se separou quando poucas mulheres ousavam fazê-lo?

Cada um escolhe a versão que quer demonizar ou idolatrar. Somos livres! Somos únicos!

A verdade é que somos duas faces de uma mesma esfinge. Ao nos relacionarmos com as pessoas é prudente escolher que lado queremos ver. O surpreendente disso é que o que escolhemos ver, pensar, criticar, fala mais de nós mesmos do que do outro.

Entre ser errada ou certinha, eu escolho SER SINGULAR!!!

Os autores dos artigos, vídeos e podcasts assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo de sua autoria. A opinião destes não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Instituto Dynamic Mindset.

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Ana Tércia L. Rodrigues

Ana Tércia L. Rodrigues

# Contadora, # Mestre em Administração e Negócios (PUCRS) # Professora Universitária (UFRGS) # Presidente do CRCRS # Membro da Academia de Ciências Contábeis do RS # Conselheira Fiscal da ONG Parceiros Voluntários # Mentora, Palestrante, Escritora

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