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Motivação (do Latim movere, mover) refere-se nas ciências humanas à condição do organismo que influencia a direção (orientação para um objetivo) do comportamento. Em outras palavras, é o impulso interno que leva a ação. 

Podemos mudar o que nos motiva? 

Logo no início da pandemia deste ano de 2020, um cliente onde eu ministrava cursos de desenvolvimento, solicitou um significativo aumento das minhas horas para que desse apoio organizacional e moral neste momento caótico dentro da empresa.  
Motivada pela vontade de ajudar ao máximo de pessoas e clientes possíveis, pela minha sede de aventura e gosto por solucionar problemas difíceis, aceitei de bom grado.  Mesmo por um valor baixo, mesmo sem lista de tarefas, sem perspectiva alguma além do “me ajuda nesta bagunça”.  

Segundo BJ Fogg, se você quer entender o comportamento humano, deve entender que “a motivação têm um rol na vida, nos ajudar em tarefas difíceis.  Porque se não é difícil, não precisa de motivação”. 

Uma vez dentro da organização, logo compreendi que o real motivo da bagunça era o enorme nível de desmotivação na equipe, gerada por uma gestão abusiva, agressiva e desleal.  Minha própria motivação mudou na hora, em direção a dar apoio às pessoas que estavam perdendo a autoestima, e, em muitos casos, com risco de traumas profissionais que poderiam afetar a carreira do profissional para a vida inteira. 

BJ Fogg, cientista comportamental da Stanford University, recomenda mudar um comportamento desejado, começando por fazer ele ficar mais fácil.  Porém, muitas vezes a situação nos obriga a realizar uma mudança comportamental radical, motivada por fatores inesperados. 

Os motivadores principais, seguindo a linha do modelo comportamental de Fogg, são:

  1. Prazer / Dor, onde os resultados são imediatos.  
  2. Esperança / Medo, que os caracteriza a antecipação de um resultado de uma coisa boa ou ruim de acontecer 
  3. Pertencer, que vai motivar desde a roupa que utilizamos até a linguagem que usamos, para obter aceitação social 

O motivador chave da direção da empresa que mencionei, era a dor e o medo.  Porém, a reação imediata frente a isso, não foi uma melhor performance.  Pelo contrário, gerava confusão, medo e uma reação natural de procurar simplificar a situação, já que nossos cérebros amam a simplicidade e isso tira o fardo de estar motivado pelas emoções negativas. 

Sabemos que é possível, e às vezes até imediata, a nossa capacidade de mudar o que nos motiva. 

Fomos todos obrigados a mudar sem aviso prévio no ano de 2020. O medo e a dor foram os principais motivadores sociais, o que nos deixa com uma sensação de sobrevivência que estamos preferindo deixar para trás. 

É possível trocar a motivação da dor e medo, pela esperança e prazer? 

Sim. Nosso cérebro ama a simplicidade, não esqueça disso. É fundamental ser específico no que queremos atingir, escolhendo o resultado que desejamos e com isto a motivação do prazer e esperança subjacentes para nossas ações. 

Vai chegando o fim do ano, e com ele a necessidade de pensar o que desejamos para o próximo ano. Que sejam desejos e objetivos claros que nos motivem o prazer e a esperança! 

Cris Ljungmann

Cris Ljungmann

Cris é uma apaixonada pelo ser humano, com formação em Antropologia Social e uma forte ênfase nas áreas cultural e social. Incansável viajera pelo mundo, combina seus mais de 15 anos de experiência no ensino desenvolvimento humano, a uma fervente paixão pelo esporte aventura, meditação, arte e vida saudável. Ver perfil completo >>

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