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Vocês já sabem que o meu negócio é escrever coisas reais. Coisas que sinto, já vivi ou ainda vivo.

Me incomoda pegar algo para ler e não me identificar com o sentimento posto ali. Sei lá, acho que no final das contas eu escrevo para minha alma ouvir. Espero que sua alma ouça também.

Escrevo em uma segunda-feira qualquer de 2020. Há pouco estava encaixotando minhas louças para levar para a casa nova. Sim, vou me mudar! Honestamente já perdi as contas de quantas vezes encaixotei essas mesmas louças.

Há dias venho me pressionando pelas respostas certas neste momento de transição. Transição na minha vida pessoal, trabalho e até no que se refere as minhas crenças. Sou ótima em me pressionar, em achar que preciso ter todas as respostas para tudo que fica cantarolando na minha mente.

Servi uma taça de vinho, acendi uma vela que ganhei há anos e comecei a traduzir em palavras o que vi ao fechar a segunda caixa. Por falar em fechar a segunda caixa, o Romeu, meu filho peludo, anda preocupadíssimo se ele vem ou não na mudança, chega a ser engraçado 😊.

Ciclos! Vivemos diversos ciclos ao longo de nossas vidas.

 Alguns são ótimos e nos fazem guardar lembranças maravilhosas com cheirinho de flor. Outros são escuros como um dia de chuva no inverno. O ponto é, a vida é feita de ciclos e de como lidamos com eles.

Francamente, não sou boa em encerrar ciclos. Sempre fui aquela pessoa que apaga a luz quando todos saem.  Aquela velha história de não desistir nunca, galerinha… sou esse tipo de Brasileiro. Não me orgulho deste título, mas fico até a última música tocar, aquele último suspiro, sou boa em não desistir!  

Mas não se engane, isso não é uma virtude. Desistir as vezes é a nossa salvação, é necessário para que possamos renascer. Desistir talvez doa menos que calçar um sapato apertado.

Preciso aprender a parar um pouquinho antes do trem chegar na estação final. Essa coisa de ser homem/mulher maravilha é linda nos primeiros 45 minutos na prorrogação é um martírio.

Me incluo na porcentagem que precisa melhorar, que precisa cuidar mais de sua saúde física e mental, que precisa saber a hora de parar e ser egoísta.

Esperem, não me julguem com a palavra em questão: Egoísmo!!!

Há alguns dias participei de um encontro com pessoas que admiro muito, falamos sobre o egoísmo e como estereotipamos ele. Cresci ouvindo a seguinte frase: “Empreste seus brinquedos”. Eu emprestava, no começo eram só os brinquedos, depois eu já estava emprestando até a roupa do corpo.

O significado do egoísmo que a sociedade nos conta e contou aos nossos pais está relacionado com algo ruim.

O egoísmo que eu quero contar para vocês está ligado ao ato de transbordar.

Transbordar, segundo a etimologia da palavra, está relacionado a manifestar(-se) com intensidade, impetuosamente.

Precisamos nos amar, nos cuidar, comer bem, dormir bem e viver bem. Somente assim seremos capazes de transbordar e dar o que habita de melhor em nosso íntimo.

Quando eu já estiver na casa nova, conto a vocês o quanto desta reflexão consegui melhorar.

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Fernanda Moreira

Fernanda Moreira

Gestora de negócios e produtos do Grupo Processor. Pensadora convidada do Dynamic Mindset. Nascida no Rio Grande do Sul, graduada em Gestão de Recursos Humanos pela Laureate International Universities. Com 6 anos de experiência em gestão de pessoas, comunicativa e mente inquieta.

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 Comentários
  • Sarah disse:

    Que texto leve amiga, cheio de verdadeiros sentimentos. Eu tenho muito orgulho da mulher incrível que você se tornou. Sucesso!

  • Rulio disse:

    Ser homem/mulher maravilha é só por fora, por dentro somos crianças indefesas 🥰

  • Maurício disse:

    Excelente texto e ótima leitura!!
    Já me vi nesse tipo de transição.
    Parar, pensar, refletir e mudar, é preciso.

  • Kelly disse:

    Parabéns pela coragem! Texto incrível e verdadeiro. Que o próximo ciclo seja maravilhoso.

  • Márcia Benites disse:

    Muito verdadeiras essas colocações. Recuar não nos torna covardes, mas sim, evita que possamos colapsar mentalmente. Há tempo para todas as coisas. Inclusive, de mudar e idéia para não despencarmos em abismos emocionais.
    Opto por traduzir o egoísmo, como um ato de autopreservação. Porque primeiro levam nossos brinquedos, depois nossas roupas do corpo e na próxima oportunidade é a nossa dignidade que é levada.

  • Leticia batistela disse:

    Adorei o artigo Fernanda, gostoso de ler e, mostra que nos construimos diariamente, somos uma obra eternamente inacabada.
    E a melhor parte é nos divertirmos nesta linda empreitada. 😉

  • César Leite disse:

    Coool!!!

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