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Não há ser humano totalmente objetivo.

Nossa própria natureza de ser individual nos obriga a ter uma visão única, individual, nosso, de tudo e do todo.

Nossa visão é criada com base em nossa criação, educação formal e informal, na cultura em que estamos inseridos, modelos a que somos submetidos, em nossas próprias experiências, a tudo que nós somos ao longo dos anos submetidos.

Assim, nos transformamos em seres únicos e irrepetíveis. E isto é belo!

Por outro lado, não existe um único ser humano totalmente individual.

“O que nos justifica como gente digna”, disse Valter Hugo Mãe, “é a nossa propensão para o coletivo. Ninguém é apenas individualmente alguém. Toda nossa individualidade é uma espécie de reduto do coletivo. Aquilo que você é, depende do que outros também são. Por isso a sua identidade vai ser sempre uma questão coletiva, nunca vai ser uma questão completamente individual. Se você não estiver em equilíbrio com os outros, você deixou de ser gente.”

Esse ser coletivo existe em harmonia com regras e valores dentro de uma organização social. Na sua família, bairro, cidade e país. Quanto maior o espectro, maior a necessidade de um líder que saiba e possa representar as regras e os valores do grupo. Assim, a maturidade do grupo é alcançada graças à convivência em equilíbrio, dentro de si e com os demais grupos.

Na minha opinião, esta é a importância do líder. O líder não pode não representar valores do grupo, muito menos gerar desequilíbrio social e político, que resultam em catástrofes econômicas.

Existem inúmeros casos de bons gestores econômicos que não se tornaram bons líderes, nem atingiram o equilíbrio do grupo que lideraram.

Quando líderes se perdem em discursos, defendem apenas seus interesses e não aqueles de quem estão sendo liderados, se perde a representatividade intrínseca e os próprios valores representados.

Deixa de ser reversível esta liderança. Há uma perda de coerência. Não é mais a gestão e liderança pelo exemplo.

Nestes casos, não há como gerir e muito menos lidar de forma eficiente com os desafios que se colocam a frente. E isto pode ser muito bem visto com o contexto da pandemia que vivemos  globalmente. Nos lugares onde as lideranças não estão consoantes com a lógica razoável a ser estabelecida, muito se perde. De fato, todos perdem, da saúde a economia. A chance desastres com este tipo de liderança é sempre alta.

Muitos lugares do mundo estão passando momentos perigosíssimos devido a falta de liderança. Numa época em que formar líderes se tornou uma espécie de moda, poucos têm a coragem de se posicionar com medo de serem rotulados de uma maneira ou de outra. É fundamental que aqueles capazes de gerar uma esperança efetiva no real em que vivemos,  assumam sua posição e ação.

Em momentos de grande incerteza, a luz no fim do túnel é escolher quem deve representá-lo por seus valores, por sua experiência e principalmente por seus exemplos de resultados e capacidade propositiva de liderança. Em tempos de desequilíbrio massivo nas coexistência de grupos, é essencial unir pessoas e promover soluções vitoriosas, holísticas e equilibradas  para os países, o continente e o mundo em si.

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Cris Ljungmann

Cris Ljungmann

Cris é uma apaixonada pelo ser humano, com formação em Antropologia Social e uma forte ênfase nas áreas cultural e social. Incansável viajera pelo mundo, combina seus mais de 15 anos de experiência no ensino desenvolvimento humano, a uma fervente paixão pelo esporte aventura, meditação, arte e vida saudável. Ver perfil completo >>

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